avô
Sou avô. Agustina começou a não sair de cima dos ovos e durante cerca de 21 dias esteve a chocar. É um acto de grande sacrifício. De sete ovos mais um colocado oportunamente por uma das castanhas, nasceu apenas um pinto preto com o rabinho branco, como se usasse uma pequena fralda. Digo pinto mas não sei se é uma Berta ou um Bartolomeu. O bico de Agustina tornou-se imenso, parece uma águia e bica-me furiosa cada vez que tento colocar lá um púcaro de água ou comida. Agustina é uma genuína mãe-galinha, todos os alimentos são selecionados criteriosamente e provados antes do pequeno os poder saborear. Ele imita-a em todos os gestos, como se limpam as penas, como se bebe água, onde subir para o cocó ficar fora do ninho. Possuem uma linguagem, cliques específicos que avisam de perigo ou comida especial. Podem não ser nada um ao outro, porque os ovos que chocou eram de todas, mas ela vai cuidar dele até se tornar do mesmo tamanho que ela ou até maior que ela. A contribuição do galo foi apenas momentânea, no entanto aquele pinto é descendente dele. Mas o trabalho dele terminou no momento em que desceu do dorso depenado das galinhas. Ele não o vai alimentar, nem ao pinto, nem a ela. Provavelmente nem se deu conta que já são uma família maior lá no galinheiro. E com sorte será mais uma fêmea para aumentar o seu harém.

Por algum lado se tem de começar um parentesco! Tu começaste pelo pinto de rabo branco e corpo negro! Nada mal. Depois, tens um talento especial para batizar a bicharada. Eu nunca sei que nome dar aos meus bichos, gatos e cães. Mas, quase sempre. é por alguma característica física que apresentem, nunca nome de pessoas.
ResponderEliminarMas gosto de os ver chamar por nomes bonitos. O que não é o caso da Agustina... : )
Abraço, Manel