quinta-feira, 30 de julho de 2015

Cretáceo

Há coisa de um mês este livro captou a minha atenção por se ter tornado polémico nas redes sociais. Um livrinho de poucas páginas com ilustrações muito simples, foi censurado por alguns adultos que o acharam chocante e inapropriado para crianças. "How a baby is made" foi escrito e ilustrado pelo próprio Per Holm Knudsen, em 1975. Serão as crianças (e alguns adultos) do primeiro século do terceiro milénio muito avançadas para este tipo de literatura dos anos 70?
Fiz uma  pesquisa rápida pela net e encontrei várias traduções, mas infelizmente nenhuma delas em português. O que encontrei, e que achei ainda mais simpático do que colocar aqui algumas páginas do livro, foi este video, que usa as imagens originais do livro.

O video contém ilustrações chocantes de sexo explícito, não recomendado a pessoas mais sensíveis.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

travesso

Quando tinha dezasseis anos, tinha um ar muito adulto e responsável, apesar de pouco saber sobre responsabilidade e ainda menos sobre ser adulto. E quando me inscrevi para participar como monitor numas colónias de férias, a minha candidatura foi aceite, não como monitor, mas para organizar actividades de forma a manter a miudagem ocupada. Não era uma tarefa fácil, recorri a todos os jogos e formas de passar o tempo que conhecia, com equipamento e orçamento muito reduzido. 
Os miúdos eram separados em grupos por idades e sexo, para facilitar a organização, depois eram distribuídos por monitores, ficando os experientes com os mais velhos e problemáticos. Cada grupo criava um nome de guerra e depois inventavam um “hino”, treinando diariamente a música que no fim das duas semanas, era apresentada a toda a comunidade, em forma de dança ou uma encenação simples, como era mais comum nos grupos de rapazes. Fiquei livre deste tipo de tarefas, também fiquei livre de ser seguido por um grupo de dez a doze putos como se fossem patos. Eram outros tempos, em que miúdos tomavam conta de miúdos, no total não haveria mais do que quatro adultos: a cozinheira, o guarda-nocturno, o motorista e o chefe de campo.

Todas as tarefas eram distribuídas, e com excepção da cozinha, onde havia ajudantes para a preparação das quatro refeições diárias, bem como pôr a mesa, servir a comida e no fim a lavagem da loiça, todos as outras tarefas eram da responsabilidade de cada grupo. Assim a limpeza das camaratas e respectivas casas de banho, estavam a cargo de cada grupo, orientados pelos monitores. Bem como a lavagem da roupa e isso incluía também colchões mijados, por isso ninguém gostava de ficar com os mais novos. Como responsável pelas actividades, sobrava-me algum tempo livre, e sempre que era preciso dava uma mãozinha na lavagem dos colchões e na cozinha, foi assim que aprendi a arranjar lulas. Também aprendi outra coisa, na mais improvável das situações, com o mais improvável dos professores. Havia no grupo dos mais pequenos, um miúdo complicado. O monitor chamou-me antes do inicio de uma saída para uma actividade tipo peddy-paper, reclamando que não conseguia fazer nada com aquele miúdo, para além de destabilizar os demais, faltava-lhe ao respeito, gozava com o que ele dizia e depois desatava aos pontapés a quem lhe colocasse as mãos em cima. Eu não sabia o que fazer, o meu irmão era bem comportado, aliás o mais reguila de toda a família era eu, por isso e para não atrasar mais a saída do grupo, decidi ficar com o miúdo, como se fosse um castigo. E disse-lhe: a partir de agora deixas de pertencer ao teu grupo e vais ficar sempre ao meu lado como ajudante das actividades, ouviste? Vais ser a minha sombra e ai de ti que te portes mal. Já estava à espera de pontapés e do berreiro que sempre acompanhava a crise, mas não, acenou que sim com a cabeça e permaneceu calado ao meu lado, seguindo os meus passos. Ao fim do dia, voltava à camarata do grupo e participava nas tarefas sem um pio, na manhã seguinte deixava o grupo, e tornava-se a minha sombra desde o pequeno-almoço. Quando os quinze dias chegaram ao fim, tinha três miúdos complicados na minha equipa, todos excelentes colaboradores, até fizemos uma música catita e cantamos no palco bastante desafinados. 
Às vezes penso naquele miúdo, e em tudo o que ele me ensinou, que será feito dele? 

sábado, 25 de julho de 2015

estiramento

Hoje ao sair da estação dos correios, falhei o último degrau. Não foi tão mau como daquela vez em que a bicicleta ficou pelo caminho, apanhada por qualquer falha da estrada e eu segui em voo sozinho, como nos desenhos animados, aterrando com os dentes no asfalto. Desta vez não provei o chão, mas fiquei de quatro no meio de uma multidão que passava com pressa, só uma senhora de idade perguntou se estava bem, agradeci mas deixei-me quedo na malfadada escada, vendo-a afastar-se, feliz por não ter sido ela.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

entrelinha


Isaac Newton

segunda-feira, 6 de julho de 2015

egészségedre



o essencial:


"a magyar lányok szépek" as raparigas húngaras são bonitas (e boas)

"mikor van ebéd?" quando é que se come por estes lados?

"mennyibe kerül ez?" quanto é que isso custa com desconto?

"csókolj meg" depressa beija-me, que estou a ser seguido!

"nem értem" nã tou a pescar nada, repete mais devagar... 

"úgy érzem hányni fogok." acho que vou vomitar... é melhor saírem da frente