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 Pousei o livro como se descesse dele (pressionara um botão, as portas abriram e a saída para um ambiente não controlado). O sol continuava a brilhar enquanto se desfazia a órbita pelo céu. Alcatrão negro reluzia nas estradas e estacionamentos que se cruzavam com a linha. Guarda-chuvas fechados ainda pingavam de desânimo e a vegetação rebrilhava, como se naquele instante tivessem brotado novos rebentos em toda a parte. Verdes, amarelos, vermelhos, quase castanhos. Era como se ela abrisse passagem para mim e tudo resplandecia, numa visão rara e quem sabe real. Devia ser ao contrário, pensei. Era suposto levar a chuva e não ela me levar a mim. 






Comentários

  1. Há que reverter o sentido das palavras, Manel.
    Nem sempre somos e agimos de acordo com o que julgamos ser.
    Pensavas ser tempestade e, afinal, todo tu, Manel...és bonança!
    Espero... :)
    Abraços.

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    1. Caramba, Manel!
      Isto assim, e 'assim' significa este teu aparecer e desaparecer de seguida, até desanima a gente! :(

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    2. caramba Janita, tens razão :D mas ando com demasiada preguiça e muito arredado das letras... é como se nã quisessem nada comigo

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  2. É o que acontece quando o Senhor do Tempo se vê obrigado a lidar com o socialismo. E, os que produzem têm noção de classe.

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    1. realmente, as letras nã querem nada comigo. tu dizes tudo numa linha, eu nem em mil!

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