fluorescente

A divisão era ampla, talvez sem janelas ou se as tinha, estavam ocultas por detrás de painéis. Da porta alguém me falava em língua de sonho, preparando-se para desligar a luz no interruptor assim que eu estivesse pronto. O tecto era baixo, sustentando algumas armaduras fluorescentes que zuniam como insectos. Havia diversos colchões dispostos pela divisão, sem estrados, cobertos por roupa de cama desfeita. Nenhum deles era o meu e os seus ocupantes não tardariam, segundo a informação fornecida pela pessoa junto à porta. O chão era forrado com uma alcatifa muito fina azul forte, manchada e gasta de vários anos de utilização. Estava tão cansado no sonho que só queria dormir, mesmo que fosse no chão sujo e deitei-me de lado com o casaco vestido, encolhendo-me entre os colchões, com o braço a servir de almofada. 


Comentários

  1. Isso não foi sonho, Manel. Foi mais uma inquietação. Só dormiste por te encontrares morto de cansaço.
    Abraço.

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    1. era sonho, do mais estranho, e adormeci enquanto dormia, também estranho :) beijo

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  2. Bom dia, Manel!
    Se não te der muito trabalho, vai ver sff, se tens lá no famigerado Spam um comentário meu que ontem aqui deixei.
    Abraços.

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  3. Parece que de vez em quando o amigo tem uns sonhos estranhos. Parece-me que precisa aprender (se é que isso é possível) a sonhar com coisas boas que o tornem feliz.
    Abraço e saúde

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    1. acredito que os sonhos maus são como simulações para nos prepararmos para quando temos de lidar com a realidade :) mas neste caso, sonhar que estou cansado e só quero cair em qualquer lado para dormir, é praticamente a realidade
      saúde, um abraço

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