fim

Não, a sério, há mesmo pessoas que me perguntam se eu quero extinguir a humanidade.  Às vezes tenho vontade, mas depois sento-me no sofá e passa. Só eu é que acho que somos demasiados? O planeta adapta-se, disseram-me da última vez que a discussão me colocou sozinho contra todos. Parece que até o Sir David Attenborough acredita na adaptação. Não me incomoda se querem ter vinte filhos, nem sou pelo controlo de nascimentos. Acho que a vontade de nos limitarmos tem de ser individual e pessoal, e não imposta por uma lei ou governo, disse. Mas estima-se que a população global chegou a 7,8 mil milhões de pessoas em julho deste ano e que até 2100, poderemos (a espécie humana, claro, que eu por essa altura já estarei a fazer cimento) ultrapassar os 10 mil milhões. Acho muita gente... isto pode ter algum limite de carga e ainda saímos de orbita. Só que acabei de saber que provavelmente já não haverá espécie humana em 2100, ou até pode existir, mas seremos pouquinhos, sei lá, menos de mil milhões. Sinto alguma felicidade com esta notícia que vou partilhar, mas por outro lado alguma tristeza e já vão entender porquê. É que eu tinha algumas teorias sobre a extinção do homo sapiens (homem sábio, que na verdade está um pouco extinto) e agora estou desiludido por ter falhado completamente. Esqueçam as consequências de uma pandemia, nem se preocupem por despenalizarem leis de aborto ou eutanásia porque essas não vão contribuir nem um pouco para a extinção que está para vir. Também não será devido ao aquecimento global, nem ao derretimento das calotas polares, nem por causa do consumo dos microplásticos. Disso estamos livres, embora tenhamos condenado à morte a maior parte das espécies marinhas que se extinguiram depois de nós. Juro que nunca imaginei que a causa seria um produto feito de silicone, provavelmente na China e recarregável por USB. Quem o usou, pensa seriamente não usar outra coisa e a consequência, será o fim. Se não acreditam, vejam os comentários. 

The Sensual Vibe - Sucking Vibrator – The Secret Affaire



Comentários

  1. está em promoção... óptima prenda de natal!

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  2. Manel,
    a oferta é muita o que torna difícil a escolha, tu vê lá o que pedes ao pai natal[risos]
    Toca a teres um dia bonito :)

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    1. toda a gente sabe que quem se porta mal, nã tem direito a prendas...
      dias bonitos para ti também :)

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  3. Não sei porquê, mas até acordaste quem andava meio-adormecida...
    Se bem que eu não tenha ainda entendido para que serve esse 'aspirador'...coisa de qualidade não deve ser, caso contrário o custo não teria caído para menos de metade.
    Olha Manel, só te digo que, se mal estavas, pior ficaste com este novo invento...

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    1. como nã sabes? como nã entendeste? queres um desenho? isto dos preços a metade é marketing... mas as minhas amigas acham que fica muito mais em conta do que ir jantar fora, ou comprar um vestido novo... ou dividir as bebidas!
      sim, eu sei que se mal estava, pior fico... por isso se chama "fim", porque se este produto for tão bom como apregoam, é o meu fim.

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  4. E eu a pensar que lhe tinham saído "kajillion" de notas de 500 euros e tinha desparecido de vez!

    Afinal não.

    Não percebo é como é que passa de um beijo inesperado , capaz de o "gelatinar", para algo assim.

    O que é que lhe causou tamanha desilusão com a espécie humana? Cadê a moça?

    Não veja essas séries com tanto robot, tanta "lata". Ler não?

    "Abreijo", "Mau-Tempo"!

    Sandra Martins





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    1. expliquei-me mal... o beijo só gelatinou deste lado... ela depois de ter tido o que queria, foi "hasta la vista babe!" mas era de esperar... nã vem dai a desilusão, é mais uma confusão.
      eu leio, senhora, leio tanto quanto consigo, mas também tem sido sobre latas e sobresselentes :)
      beijos

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  5. Hum..

    A palavra é mesmo muito poderosa, falada ou escrita. Pode ser um bálsamo, pode ser uma espada.

    Envolve emoções de um lado e do outro e, por conseguinte, alterar o entendimento.

    "O problema é que tentar parar um comboio prestes a descarrilar, seja um de alta ou normal velocidade, pode ser complicado e no decorrer, é bastante provável que haja feridos. Fiz o que não se faz."

    Lembra-se disto? Creio que se aplica aqui muito bem.

    Um resto de boa semana e um abraço do Algarve!

    Sandra Martins



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  6. Haverá espaço para tudo, não?!?
    ...para pessoas e para gadgets ... qui çá simultaneamente....

    (mas concordo contigo quanto ao excesso de gente......)

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    1. sim, há espaço... porque há os como eu, sem uma coisa nem a outra :)

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