morrião

O homem que caminhava no parque seguiu em frente, saindo do percurso cimentado para se embrenhar numa selva que não lhe chegava aos joelhos. Ele não sentia o despedaçar do morrião-azul, ou do trevo-azedo, espezinhados pela sua pegada distraída, abstraída deste mundo. Foi em frente, sempre em frente. 

Comentários

  1. e quando chegou ao lago, que lhe chegava aos joelhos, também não sentiu a água chapinhar a cada passada lânguida.
    Depois da selva, do lago, da erva, da água...

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  2. O que importa é que o homem não se perdeu pelo caminho.
    A prova disso é que soube voltar para o local de partida.
    O morrião-azul estaria florido? Se sim, o perfume que exalava, a cada passo do homem, seria inebriante.
    Beijos, Manel.
    Bom fim-de-semana ou férias, se for o caso.

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    Respostas
    1. perder nem sempre é mau... se nã perdemos, é porque nã temos nada... e talvez o homem nã tivesse nada
      beijos Janita, bom dia

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  3. Perdido do caminho chegou ao fim do parque?!

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