domingo, 12 de junho de 2016

Ézaro

Não estava frio, mas enquanto caminhava junto ao oder, o sol quase tomado pela curvatura terrestre, procurou guardar as mãos por não saber que uso lhes dar. Foi então que deu com o fundo do bolso, e com a meia concha, recordação daqueles indeléveis dias sem estação. Aproximou o pedaço de carbonato de cálcio e calcite recortado para lhe sentir o cheiro. À sua frente podia ver as faldas graníticas do pindo, brilhantes, a desaguar no azul marinho. Ela sorria para a câmara, feliz, com o vento a sacudir-lhe o cabelo.

daqui

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