domingo, 28 de fevereiro de 2016

Silenciosamente aproximou-se. Senti-o caminhar das sombras e antes de me tocar, cerrei os olhos, esperei o golpe. E ele beijou-me o rosto, meu inimigo de tantas horas, o maior dos rivais, beijou-me. E na contenda sem armas, caído no campo de batalha, nas mãos de um mau destino; ergui-me. 

Karnak

14 comentários:

  1. Gostei muito do beijo do inimigo:)
    (Às vezes é traiçoeiro...)

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  2. quantas vezes os inimigos são nossos mestres :)
    bom domingo, Manuel.

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    1. sem dúvida Maresia, sem dúvida!
      bom domingo, ou bom fim de domingo :)

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  3. Meu caro Manel Trovoada, com Rá, deus do sol não há como nos erguermos!
    Manda-o para cá bem quentinho, please.

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    1. mando sim :) em breve, lá para maio, um calor daqueles... antes disso, deve ser complicado.

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  4. Meu caro Manel Trovoada, com Rá, deus do sol não há como nos erguermos!
    Manda-o para cá bem quentinho, please.

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  5. Rá_istaparta afilhado mailindo, escreves tão bem, caté faz afliçonhe.
    :)

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  6. Foi o beijo que te deu a força ? Será que era para continuares a "lutar"? ;)

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  7. Lembro-me tão bem de ir a Karnak... Lindo!

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  8. O beijo do inimigo fortalece-nos, ao invés de nos fazer desistir!
    Haja sol!

    Beijos, Stormy :)

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  9. Ra'io do moço que escreve coisas tão lindas :)

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