segunda-feira, 12 de outubro de 2015

woda

Quando saímos ainda me segurava. Marek parecia apenas levemente alterado, mas concordamos sem discussão deixar o carro para voltar a pé. As rodadas alternadas tinham formado um grupo animado em redor do balcão, expulsos do bar, prosseguiram as conversas triviais amassadas em diversas línguas no frio desértico da rua. Alguém se queixou de uma das janelas de cima, cortando as vozes em fatias e depois migalhas que se dispersaram no silêncio pelas vielas. Seguimos só os dois pela artéria principal sem iluminação de trânsito, o passeio rodava como um lp de 45 rotações, e a dada altura desequilibrei-me, Marek riu exalando uma curta baforada de vapor. 
Do resto, talvez me lembre.


woda: água em polaco... sim, teria sido uma excelente ideia.

4 comentários:

  1. A nossa casa parece tão distante em circunstâncias assim. Temos tempo para rir, chorar, travar batalhas, fazer uma revolução ... Tudo no caminho para casa. Pena que a nossa memória seja tão fraquinha para o álcool...

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