quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

dor



era uma dor de cabeça aquela unha que ofendia o tecido, entalando-se lá pela carne do dedo, o diabo pisava invisível. e no serviço central despachavam o relatório final, recomendando o descanso o mais brevemente possível. talvez haja por ali na gaveta de cima um analgésico, dói-lhe o corpo pelas extremidades, de um lado o pé, do outro a cabeça. 
enrola-se na manta, sentindo pela calada uma nova que se vem juntando ao rol, entrando a estalar pelos ouvidos. 
só cá faltava mais esta... pensou, puxando mais o abafo, vou dormir que nã me aguento!



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