sábado, 27 de julho de 2013

esconjuro

Os sonhos estranhos voltaram, como um bando migratório sem remetente conhecido, surgem quando a lua já vai alta, planando em silêncio antes de pousarem pelo travesseiro.

E descia suavemente sobre o colchão, em câmara lenta levitando, supressão estranha de gravidade, engomado cheirando simplesmente a nada, porque nos sonhos se ausenta o sabor e no ar nada se dispersa, e só me apercebo que a realidade está distante quando da margem contrária do leito ela aparece, igual ao que era naquele tempo, concentrada em alinhar o lençol para que sobre o mesmo cumprimento de ambos os lados. Não sei como será o aspecto dela agora, gostava que desaparecesse em definitivo.
Não fala, nem me olha, como se fosse apenas espírito e há tanta luz que fere a vista… escrever sobre ela não é um bom exorcismo!


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