domingo, 17 de março de 2013

descalço

Descalço percorri o teu chão brando, já a lua deixara o canto da janela, deitara-se sozinha do outro lado do monte, um quarto apenas.
Descalço quase pisei a cauda do teu gato, pachorrento no tapete persa, assustado deu um pulo sem miar.
Descalço toquei as paredes nuas, acariciando-as tenebrosas pelo rebordo, não achando a luz da casa de banho.
Descalço mijei às escuras, sem mira não sei se acertei na sanita, ou no rebordo limpo da tampa.
Descalço voltei aliviado à cama, calcando com cuidado o chão e o gato!

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