segunda-feira, 25 de março de 2013

anacrónico

Oficialmente passei de moda, velho, antiquado, um dinossauro desorientado a vasculhar os restos do passado, desajustado nos modos e costumes, dos cumprimentos e convivências informais em que toda a gente se trata por tu. Determinantemente recuso-me a estas modernices.

Recebi ontem à noite o memorando oficial, e nele protocolado que já não se seguram as portas às senhoras! Acabaram com isso e com a cedência de lugares, os isqueiros estendidos aos seus cigarros, suster os casacos também já não se faz, muito menos puxar a cadeira para se sentarem. É também o término para o auxílio mecânico ou troca de pneus, mesmo que a noite seja escura como breu ou as condições atmosféricas desfavoráveis. As despesas pagam-se a meias ou à vez, incluindo nesse item despesas de combustível, optando os envolvidos na maioria dos casos por chegarem e partirem do destino, cada qual no seu veículo.
Já não se oferecem flores, nem oblongas tulipas ou perfumadas gardénias...

O fim do cavalheirismo, extinto, morto e enterrado, para dar lugar ao individualismo vestido de hodierno social, nem sei se mascarado de igualdade ou outra treta qualquer! Mas dizem que é bem aproveitado na pior das suas vertentes por oportunistas atentos, parasitas que espezinham o romantismo com soberba habilidade. Será que o sexo se tornou tão acessível que nem perdem tempo a disfarçar o que realmente são? Ou andarão tão vazios os corações que se enchem de ar e vento?

Sem comentários:

Enviar um comentário