terça-feira, 8 de janeiro de 2013

inventário

Naturalmente e sem darmos conta que o fazemos, organizamos o mundo em sistemas, criando conjuntos, aparcelando tudo o que possa existir desde estrelas, prateleiras do supermercado, gavetas das meias, dos talheres (que por si já seria uma parcela, mas alguém inventou um separador ainda mais eficaz), e até pessoas. Tornamo-nos taxonomistas versados, em constante menear, fundamentados por experiências vividas ou observadas, analisamos, agrupamos, classificamos, catalogamos avidamente, sequiosos por interpretar e compreender, extrair, sintetizar o precioso conhecimento… mas no fundo, bem lá no íntimo, não é mais que uma solitária demanda pelo “eu”.

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