шишка
shishka! shishka! sussurrou a mulher com as faces vermelhas.
acordei vestido em cima da cama. dez minutos, lembro-me de ter pensado e acabei por adormecer.
lá fora ainda é noite e o vento bem domado uiva nas telhas. talvez vista o pijama e me enfie na cama.
shishka! shishka! se dormir ela vai voltar a sussurrar-me ao ouvido.
faço café, arrumo a loiça, conto os dias que faltam para que volte. não falta assim muito, mas às vezes aparece antes da neve derreter, com a vara a pastorar os melros e os pintarroxos.
shishka! shishka! cheiras a suor...
foi isso que ela disse no sonho. não usava valenkis nem as luvas de lã vermelha sem dedos. mas era ela, tenho a certeza. foi isso, e então tirei a camisola e lavei-me no tanque com uma sobra de sabão azul. sete domingos, nem mais nem menos. a não ser que regresse antes do tempo.
шишка (shishka) pinha
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| Bernhard Rode's 1785 painting Allegory of Spring |


A companhia de qualquer Deusa exige sempre um aroma lavadinho...mas não exagere no perfume, pode ser que ela o queira só com o cheiro leve do sabonete ou mesmo a cheirar a água:)
ResponderEliminareheheheheh, ela só quer o "tempo"... mas agradeço a dica :D
EliminarOlá, Manel!
ResponderEliminarPassei apenas para te deixar um abraço.
( Já agora posso dizer que quer cheires a suor ou a lavanda, para mim, tens sempre o mesmo valor?)
eheheheheh, obrigado Janita! é bom ter alguém que nos diga que podemos cheirar mal :)
Eliminarabraço forte e espero que esteja tudo bem contigo e com os teus